O caso
A passageira aguardava o ônibus parar para descer. O motorista abriu a porta antes da frenagem total — e a passageira foi lançada para fora do veículo, tendo o pé direito esmagado pelo pneu traseiro em movimento.
As lesões resultaram em deformidade permanente do membro, com necessidade de tratamento prolongado e cirurgias reparadoras.
A indenização ampla
O tribunal estabeleceu uma indenização particularmente abrangente, considerando a multiplicidade de danos sofridos:
(a) R$ 20 mil de danos estéticos pela deformidade permanente; (b) R$ 20 mil de danos morais pelo sofrimento físico e psicológico; (c) pensão vitalícia equivalente a um salário mínimo; (d) custeio integral do tratamento, incluindo cirurgia plástica reparadora.
Lições do caso
Esse caso ilustra como uma indenização bem construída cobre todas as dimensões do dano: a dor (morais), a deformidade (estéticos), a perda de capacidade (pensão), e o custo dos tratamentos (custeio).
Sem essa estrutura completa, a vítima — ou sua família — frequentemente acaba arcando com gastos que deveriam ser da empresa responsável, especialmente quando há necessidade de cirurgia plástica reparadora, que pode ter custo elevado.